A Paciente e o seu medo

Pesquisando definições da palavra medo,  acha-se no dicionário Aurélio : é “estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaças; reais, hipotéticas ou imaginárias.”

Assim como uma faca, ou como a internet, o medo pode ser útil ou prejudicial em vários momentos da vida.
Uma paciente que chega ao consultório com medo para se submeter a uma biópsia de colo de útero ou para colocar ou retirar um Diu, estará tensa e ficará automaticamente com a musculatura perineal mais contraída, o que vai, em consequência, aumentar o desconforto do procedimento. O mesmo ocorre nos atendimentos obstétricos.

E o que se pode fazer em relação a isso?

1) Em primeiro lugar, um pouco  de  medo é real e normal, além de ser protetivo. Esse medo normal estimulará a paciente a se informar sobre suas condições clínicas e sobre a capacitação do seu médico.
2)  O médico deverá conversar e informar para a sua paciente como será o procedimento e os dias subsequentes.
3) Tecnicamente se pode facilitar o procedimento escolhendo, se possível, o momento mais adequado. Exemplo: colocar DIU em dia da menstruação dói menos e se tem menos riscos.

Paciente com menos medo, significa procedimento facilitado. Pensem sobre isso e boa semana!

Dra. Carmem Helena Snel – crm13284 RS
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
Especialista em Acupuntura Médica pelo CMBA
Especialização em Geriatria pela ULBRA