Assertividade: maneira correta de se comunicar

Mais uma vez vamos abordar um tema que assim como a resiliência são termos em voga no momento, voltam-se cada vez mais a vida pessoal e profissional e estão ligados no estudo do comportamento humano nos dias atuais.

Assertividade. Nos negócios o importante é comunicar-se com equilíbrio, expressando-se de maneira precisa e objetiva, sem parecer indeciso ou agressivo, ou seja, agir com assertividade. Para alcançar esta cobiçada competência é necessário treinamento, que requer tempo e dedicação.

É comum deixar de opinar e mostrar seu ponto de vista por medo de chatear os colegas de trabalho, colaboradores ou até o chefe. Mas ser assertivo é justamente saber discordar de algo sem criar conflito. Para lidar com tais situações os especialistas dão algumas dicas:

Organize seu pensamento: reserve um tempinho para colocar no papel ou computador os pontos cruciais que você quer apresentar em uma reunião. Liste os objetivos e os argumentos para fundamentá-los.

Avalie seu comportamento: para conhecer a imagem que você passa para as pessoas, pergunte sobre seu comportamento entre colegas de confiança. Descubra as suas atitudes inadequadas. Estar aberto às críticas ajuda a refletir.

Mude aos Poucos: anote as atitudes que gostaria de mudar para tornar-se mais assertivo. Escolha apenas um item para começar a se exercitar no dia a dia. Quando perceber que alcançou a segurança passe para o próximo item. Não tente mudar tudo de uma vez, pois traz ansiedade, aumenta as chances de fracasso e pode descaracterizar o seu jeito de ser.

Invista no conhecimento: para ter mais segurança na hora de argumentar é imprescindível conhecer bem o assunto em questão.

– Não seja impulsivo: diante de um conflito, procure esfriar a cabeça para não deixar as emoções afloradas. Quem age sem pensar pode tomar atitudes grosseiras e não enxergar pontos importantes da questão.

– Relações de qualidade: Temos que nos empenhar em estabelecer relações de qualidade com nosso cliente, com nosso parceiro, colaboradores e familiares. São aquelas relações que não se rompem, apesar dos acidentes de percurso e das falhas das partes envolvidas. Para isso é importante:

Ouvir sem resistência: E eliminando o julgamento. É comum nem deixar a pessoa expor sua opinião e já se preparar para o ataque, ou seja, para a resposta, sem ao menos prestar atenção ao que o outro está falando, ou sem deixar que se conclua a explicação.

– Tolerância: respeite as opiniões contrárias e o jeito como o outro se comporta, ainda que sejam totalmente diferente da sua. Não censure para que as pessoas sejam elas mesmas. Isto não significa, porém, abrir mão das nossas convicções e dos nossos valores, nem nos livra de nos sentirmos mal quando ouvimos algo que nos magoe.

– Assertividade: diante de uma situação com a qual não concordamos, o melhor é dizer com franqueza e diplomacia o que pensamos e sentimos, sem omissão e sem agressividade. Não confunda assertividade com ter opiniões firmes. Este texto foi extraído do Medical Bussines e visa melhorar as relações interpessoais.

Dr. Raul Cassel
médico e vereador

Fonte: Jornal NH – Caderno Saúde – Segunda-feira, 07 de novembro de 2016.