Câncer de Próstata
O câncer de próstata é o segundo tumor maligno mais frequente no homem, sendo só menos comum que os tumores de pele. Sabe-se que um em cada 6 homens irá desenvolver uma neoplasia prostática maligna ao longo da vida. Dada sua frequência, é de fundamental importância traçar estratégias que possibilitem um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, uma vez que não existem medidas realmente eficazes na prevenção desta doença. A maneira mais adequada de realizar um diagnóstico precoce é através de uma avaliação médica, onde pode-se efetuar adequada coleta de dados clínicos, exame físico e determinar a necessidade de exames complementares, que podem incluir a realização de exames de sangue, urina e imagem, conforme a situação apresentada por cada paciente.

Em geral, recomenda-se que os homens realizem esta avaliação a partir dos 45 ou 50 anos e a periodicidade sugerida pelas principais entidades médicas é bienal (a cada 2 anos), porém este período pode variar conforme a avaliação do médico durante a consulta.

Havendo alterações durante esta avaliação, especialmente alterações no exame de PSA e no exame de toque retal, pode ser necessária a realização de uma biópsia da próstata. Este exame, apesar de invasivo e de possuir alguns riscos, ainda é a maneira mais adequada de realizar o diagnóstico do câncer de próstata.

O resultado da biópsia prostática pode demonstrar ausência ou presença de câncer. Quando a biópsia não demonstra neoplasia, o médico irá definir a periodicidade do acompanhamento que será realizado. Havendo o resultado da biópsia evidenciado a presença de câncer de próstata, alguns dados serão fundamentais para definir a modalidade do tratamento que será mais indicado para cada paciente como, por exemplo, o número de fragmentos comprometidos pelo tumor, o grau de Gleason da neoplasia, o valor do PSA e os achados do exame de toque retal. Exames adicionais poderão ser necessários de acordo com a situação clínica de cada paciente e também podem ter importante papel na definição do tratamento mais apropriado.

As modalidades de tratamento com intenção curativa existentes são a cirurgia e a radioterapia (incluída nesta, a braquiterapia). Alguns pacientes selecionados podem, eventualmente, realizar apenas acompanhamento clínico (vigilância ativa), porém com maiores riscos de progressão da doença.

Para pacientes portadores de tumores mais avançados, ou em quem a doença progride apesar do tratamento inicial com intenção curativa, existe número crescente de alternativas terapêuticas. Aliás, o número de alternativas disponíveis e eficazes para o tratamento de tumores de próstata mais agressivos aumentou muito significativamente nos últimos 5 anos, o que é uma ótima notícia, relembrando o quanto é frequente entre os homens esta neoplasia.”

Marlon Roberto Fiorentini
Urologista
Cremers 29047
Tisbu