Copa 2014 – Riscos e legados
Com o advento da copa do mundo teremos a circulação de brasileiros e estrangeiros em vários pontos do país, aumentando o risco de transmissão de doenças infecto contagiosas prevalentes no Brasil e risco de importação de outras. Também devemos estar atentos para a possibilidade de ocorrência de doenças de transmissão pela água e pelos alimentos.
O sistema de vigilância epidemiológica está orientado através de informe técnico COPA DO MUNDO FIFA 2014 como se organizar, detectar, prevenir e acompanhar casos ou surtos de doenças de notificação considerando-se os cenários estadual, nacional e internacional.
– Doenças de transmissão respiratória e imunopreveníveis : gripe, doença meningocócica, doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) e poliomielite.
– Doenças de transmissão hídrica e alimentar: Botulismo, Cólera, surtos de diarreia, Febre Tifoide e Hepatite A.
– Doenças  de transmissão vetorial e outras antropozoonoses: Dengue, Febre Amarela, Febre de Chikungunya e Malária.
No Brasil o risco de gripe é maior nos meses de inverno, justamente o período de ocorrência da Copa. A melhor forma de prevenção é a vacinação, tanto para estrangeiros quanto para brasileiros, mas também devemos respeitar os bons hábitos de higiene, como colocar a mão na frente do rosto antes de tossir ou espirrar, e lavá-las com frequência.
As doenças transmitidas por mosquito como Dengue e Febre Amarela têm prevalência maior nas regiões norte e nordeste, sendo recomendado o uso de repelente e roupas de proteção.
Existe a possibilidade de ocorrer a introdução de doenças como sarampo, rubéola e caxumba com a entrada de viajantes provenientes de países com circulação desses vírus. Vale ressaltar que a melhor forma de prevenção é a vacinação e que a maioria das vacinas necessita de pelo menos 15 dias para fazer efeito.
As doenças de origem alimentar e consumo de água deverão ter uma atenção especial pelo risco de ocorrência de surtos e comprometer uma grande quantidade de pessoas, podendo interferir no dia a dia dos profissionais que trabalharão no evento.
Esperamos que este evento nos traga como legado uma maior organização no serviço público de prevenção, acompanhamento e tratamento de doenças imunopreveníveis.
Dr. Vitor João de Quadros Albé
CRM 18205