Depressão refratária
Muitas pessoas recebem o tratamento adequado, mas não respondem. Recebem a medicação correta, mas não dão uma resposta positiva. Em torno de 20% das depressões tem resposta insatisfatória, não permitindo que a pessoa retorne as suas atividades. Em 2020 segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) será a doença, que mais levará a invalidez para o trabalho.
Para considerar-se refrataria  ou não responsiva, deve-se usar os medicamentos por  6 a 8 semanas , de forma associada , 3 a 5 classes  diferentes, que são antidepressivos de 2 a 3 + estabilizador do humor e também potencializadores.  Usa -se várias estratégias dos guideline psiquiátricas (diretrizes) e mesmo assim não há resposta. Prescreve-se drogas adequadas, de qualidade comprovada, pois existem muitos medicamentos de má qualidade. As doses precisam ser ajustadas e geralmente estes quadros necessitam de  doses maiores.
Existem também pacientes que não usam da forma prescrita, alterando doses, não usando diariamente, pois são drogas de uso continuo, alteram dosagem, aumentando e diminuindo por sua conta. Deve-se evitar o uso de álcool e outras drogas (cocaína, maconha, medicamentos de uso controlado e outras), xantinas como café em excesso, chás. Deve-se informar aos outros médicos sobre o uso destes medicamentos, devido a interação(associação). Comprar a medicação indicada pelo médico e não a “empurrada” pela farmácia, muitas vezes de origem e qualidade duvidosa.
Hoje para auxiliar no tratamento destes quadros, temos um novo recurso, baseado no genoma  através do DNA (mapeamento genético), podemos personalizar o tratamento, usando drogas mais adequadas para o seu perfil genético. Quando um laboratório lança um medicamento a ideia é que tratará todas  as depressões, o que na pratica não ocorre. As pessoas são diferentes então a resposta também. Este método facilita a escolha do medicamento, a dose mais adequada para cada paciente e informações sobre possíveis efeitos colaterais.
Hoje o objetivo do tratamento é buscar o máximo de melhora possível tendo a mesma funcionalidade na vida, de antes da crise, voltando a plena condição de vida social, familiar, trabalho e estudos.
Dr. Andres Kieling
CREMERS 15169