Eleições: o discurso do ódio
É com pesar e preocupação em relação ao futuro, vejo o rumo que está tomando estas  eleições. Nosso País, que sempre foi pacifico, prega a união racial e religiosa em que NÓS gaúchos, expandimos a fronteira agrícola. Recebo material de campanha que tem me deixado apreensivo e com medo que se repita em nossa amada pátria as cenas vistas no Oriente Médio e Europa.

Recebo propaganda política pela internet, facebook e outras, dizendo que negro não deve votar em determinado candidato. No Brasil nunca estimulamos o ódio racial. Nós médicos sabemos  o que torna a raça brasileira forte  é a missigenação, que as doenças genéticas predominam quando se reproduz no mesmo grupo étnico.

Também um discurso de secessão, que significa ação de separar o que está unido. In- citação de que Nordestino não vota  no Sul rico; que sulista não deve votar em candidato que se identifica com o norte e nordeste. Pregam um discurso separatista, como na Europa, que pode levar a guerra civil e ao ódio. Esquecem que hoje os movimentos migratórios são intensos e saudáveis, justamente para evitar o separatismo.
Candidato com discurso homofóbico, representando o setor conservador da sociedade, que se sente agredida e excluída. Candidatos que se dizem representantes do bem, mas pregam a disputa entre as minorias e a maioria, como se fossemos água e azeite, que não podemos nos misturar. Escuto com espanto a autoridade máxima deste País, discursando na ONU, “pagando mico” ao defender o dialogo com o Estado Islâmico, que é um grupo terrorista, que persegue e mata mulheres e todos os seus adversários.
Também determinado grupo político, dizendo que quem vota em determinado partido é a favor da corrupção e da desonestidade. Quando a história de nosso País mostra que o problema é a impunidade, que iniciou na ditadura, que as empreiteiras que estão saqueando a Petrobras, começaram nos governos militares e avançaram pela democracia.
Na hora de colocar nosso voto na urna, temos que optar pelo discurso da união, que precisamos melhorar e muito nosso país. Torná-lo mais justo e democrático, diminuir as desigualdades, para construir uma País melhor. Pense nisto antes de colocar seu voto na urna. DE UM VOTO CONTRA O ÓDIO.
Andres Kieling
Psiquiatra – CREMERS 15169