Mamografia – indicações atuais e controvérsias
Os estudos populacionais que mostraram que o rastreamento mamográfico reduz a mortalidade pelo câncer de mama foram realizados com a mamografia convencional. A mamografia digital pode detectar lesões pequenas, que ainda não são visíveis na mamografia convencional, além de ter papel relevante no estudo de mamas densas, mas sua grande desvantagem é o maior custo. Como rastreamento na população geral é adequado a realização da mamografia convencional, ficando a mamografia digital reservada para casos individualizados ou se disponível.

A mamografia não detecta todos os casos de câncer de mama e a complementação diagnóstica com ecográfica e até mesmo com ressonância magnética pode ser necessária, principalmente em pacientes jovens com mamas densas. Porém são exames que não substituem a mamografia, mas sim complementam.

Pacientes que tem próteses de silicone ou que fizeram redução mamária também devem fazer rastreamento com mamografia, seguindo os mesmos critérios da população geral. Não ocorre nenhum dano na prótese, bem como no resultado estético de ambas as cirurgias.

Mulheres consideradas de alto risco, definido por avaliação clínica, podem se beneficiar em iniciar seu rastreamento mamográfico anual, associado à ecografia mamária ou ressonância magnética, aos 30 anos.

A detecção precoce possibilita um maior número de alternativas terapêuticas, aumenta as chances de cirurgias conservadoras e reduz a necessidade de tratamentos sistêmicos agressivos. Portanto, faça suas revisões de rotina, e estimule sua mãe, sua filha, suas amigas a fazerem o mesmo!

Dra. Gabriela Santos
CREMERS 24627
Médica Mastologista