Microcefalia: um olhar esclarecedor

      A microcefalia deriva do grego mikrós (pequeno) e kephalé (cabeça). O perímetro cefálico (PC) dos recém-nascidos depende da idade gestacional e do sexo, e após o nascimento   é acompanhado através de gráficos específicos para sexo e idade também.  Bebês não prematuros terão diagnóstico de microcefalia ao nascer se seu PC for inferior a 32 cm (segundo a ONU).
As causas podem ser genéticas (algumas síndromes estão relacionadas com redução de PC, como a S. de Down) e não genéticas. Falaremos sobre as não genéticas, que se dividem em:
-Infecções na gestação: alguns vírus têm grande importância, como o da rubéola, o citomegalovírus, o HIV e atualmente em discussão o Zika; o parasita intracelular Toxoplasma gondii;
-Uso de substâncias tóxicas na gestação, como álcool e cocaína;
-Anóxia grave ao nascimento;
-Infecções perinatais como as meningites e encefalites;
-Metabólicas, como exemplo cito a fenilcetonúria materna não controlada;
Medidas de Prevenção e Controle para as Gestantes
-Fazer o acompanhamento pré-natal adequado, fazendo os exames solicitados pelo seu médico obstetra;
-Não consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outra droga durante o período gestacional;
-Não usar medicamentos sem o conhecimento do seu obstetra;
-Evitar contato com pessoas doentes, com febre ou infecções;
-Evitar os focos de mosquitos e seus criadouros seguindo as recomendações da Secretaria de Saúde;
-Usar repelentes próprios para gestantes, usar vestuário como proteção, colocar telas em portas e janelas;
-Evitar viagens para lugares de risco de transmissão viral;
-FAZER AS VACINAS PERTINENTES À GRAVIDEZ, como a vacina da gripe, dTpa (difteria, tétano e coqueluche);
-Evitar comer carnes cruas ou malpassadas, saladas verdes mal lavadas e não mexer na terra sem luvas se não tiver anticorpos para toxoplasmose (“doença do gato”);
Gostaria ainda de solicitar muito cuidado com o que é dito ou postado nas redes sociais. Muitas vezes há informações totalmente equivocadas, veiculadas por pessoas sem conhecimento técnico e que causam pânico e desconfiança na população. As vacinas foram desenvolvidas para o nosso bem, e não o contrário. A rubéola congênita é um exemplo de doença que reduziu muito após a vacinação em massa das mulheres não grávidas.       ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS COM SEU MÉDICO!

Dra. Margaréte Fernandes dos Santos
Pediatra – CRM 18342