A primeira linha de tratamento medicamentoso não hormonal da osteoporose na pós-menopausa é com medicações da família dos bifosfonatos   (alendronato, residronato, ibandronato e outros ). São considerados medicamentos com bom custo x benefício e quando usados adequadamente apresentam boa tolerabilidade com redução das fraturas comuns nessa faixa etária em 30 a 70 %.

      O osso é um tecido vivo que apresenta constante remodelação, mas após os 60 – 65 anos esse processo tende para um balanço negativo, com menor produção de osso novo. Nessa atividade do tecido ósseo agem os bifosfonatos, inibindo a reabsorção do osso velho e mantendo o osso mais firme e resistente.

      Desde 2005, entretanto, várias séries de estudos têm demonstrado casos raros, porém importantes e complexos, de fraturas atípicas, isto é, fraturas diferentes das habituais, de difícil condução e tratamento, após muitos anos de uso desses medicamentos. Suspeita-se que o efeito antiabsortivo na remodelação óssea inverta o efeito de proteção às fraturas após mais de 5 anos anos de uso contínuo . Foram então propostas “ férias” por cerca de 2 anos  nos tratamentos com bifosfonatos “ por muitos centros de estudo do osteometabolismo. Nessas ” férias ” se pode ou não usar outro tratamento, dependendo do caso clínico do ( a ) paciente.

      Todos  os bifosfonatos  costumavam  ser ”  chatinhos ” na ingestão que precisava  ser em jejum, só com água, TENDO O( A )  PACIENTE   QUE FICAR COM TRONCO ERETO  UNS 30 MINUTOS até o café da manhã ou nos de  uso  mensal, ter que  tomar com água em intervalo de 2 horas longe das refeições.  

      Recentemente, porém, foi lançado após  grande expectativa por nós médicos,    um novo residronato  E QUE PODE SER TOMADO COM O CAFÉ DA MANHà. Cumpre citar que dentre os bifosfonatos, o residronato   é o   tem menor associação à fraturas atípicas de fêmur  e agora podendo ser tomado no café da manhã facilita sobremaneira  a vida do(a)s pacientes que conseguem MAIS FACILMENTE incluir a medicação na sua rotina diária o que aumenta a adesão ao tratamento e, por conseguinte, sua eficácia. Desejo a todos uma ótima semana.

Dra. Carmem Helena Snel
CRM 13284
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
Especialização em Geriatria pela ULBRA
Especialista em Acupuntura Médica pela Associação Médica Brasileira

Fonte: Jornal NH – Caderno Saúde – Segunda-feira, 15 de agosto de 2016.