Novos paradigmas para controle da osteoporose severa em mulheres
Dois fatos importantes estão desencadeando uma maior mortalidade por fraturas em mulheres com osteoporose: a maior longevidade da população e o abandono mundial  da reposição hormonal  na menopausa cerca de 10 anos atrás,  por temor ao câncer de mama.
          As pacientes mais magras e com menopausa mais precoce  têm maior risco de fraturar-se.  Acrescente-se ainda que à maior longevidade somam-se distúrbios e doenças que afetam a saúde dos ossos e aumentam os  riscos  das complicações das fraturas.
          Por mais do 20 anos usa-se alendronatos, residronatos e similares no tratamento da osteoporose, MAS MUDOU; agora deve-se parar após 5 anos e tentar outras opções de tratamento. Cálcio e vitamina D estão mantidos , mas atualmente a ênfase é dada mais na dieta rica em cálcio ( principalmente leite e derivados ) individualizando-se necessidades especiais de suplementação de cálcio e prescrevendo vitamina D quando necessário ( na maioria das mulheres na peri e pós-menopausa há deficiência de vitamina D ).
          Tem crescido o uso e a experiência  mundial com o uso da teriparatida, um medicamento formador de osso, injetável , diário, sub-cutâneo, e que agora conta  com uma  nova ” caneta ” ( seringa especial ) para a paciente se auto-injetar , aumentando  a sua autonomia. A teriparatida praticamente não tem efeitos colaterais e interações medicamentosas, mas tem um custo mensal mais elevado do que outros medicamentos para ossos. Talvez  entrará na lista dos medicamentos especiais do SUS.  Cogita-se nos meios médicos especializados em iniciar-se com a teriparatida mesmo antes das fraturas ocorrerem em pacientes com osteoporose grave e alto risco de fratura.
Dra. Carmem Helena Snel
CRM 13284 RS     
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO   
Especialização em Geriatria pela Ulbra
Especialista em Acupuntura Médica pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura
Fonte: Jornal NH – Caderno de Saúde – Segunda-feira, 30 de maio de 2016.