O climatério

O climatério é a etapa de transição na vida da mulher desde a maturidade reprodutiva (função ovariana plena) até a menopausa propriamente dita, quando a função ovariana em declínio cessa totalmente.

Esta transição geralmente é lenta durando de 3 a 5 anos, ocorre em média ao redor dos 45 anos e clinicamente se manifesta, na maioria das vezes, através da irregularidade menstrual: as ovulações ficam menos frequentes e as menstruações podem ficar mais próximas umas das outras ou mais espaçadas com fluxo menstrual   mais ou menos forte.

No entanto, todos os sistemas orgânicos dependentes dos hormônios femininos poderão ficar afetados dependendo da velocidade da instalação da privação hormonal, do peso, da genética, de aspectos emocionais, entre outros. Os sintomas mais precoces do climatério são os fogachos e sudorese noturna, insônia, cansaço, interferência na libido, aumento de peso corporal. Sintomas decorrentes da perda de cálcio dos ossos, dor nas relações sexuais, sintomas urinários e outros aspectos da menopausa são mais tardios.

Para amenizar os sintomas do climatério, quando ocorrem ainda na mulher dos quarenta anos, é possível a prescrição de pílulas anticoncepcionais de baixa dosagem ou certos compostos hormonais, mas ATÉ os 50 anos.

Estas pacientes não devem ter fatores de risco como passado de trombose e não devem ser fumantes, além de aceitarem  se submeter a exames ginecológicos periódicos. Estas pacientes terão os sintomas desconfortáveis  amenizados e uma regularização das menstruações se usarem as pílulas ou outros compostos hormonais reguladores  e terão um maior tempo para se equilibrar física e psicologicamente com as mudanças corporais da transição. Temos também a possibilidade de colocar um diu com hormônio, que tem um efeito mínimo no organismo, quando o problema das pacientes for só ciclos menstruais irregulares. Elas terão então um climatério sem tantos sangramentos  desconfortáveis e imprevistos, pelo menos por cinco anos que é a duração deste diu medicado. Há também ainda a válida opção de serem orientadas e apoiadas nesta transição SEM interferências medicamentosas, somente incrementando exercícios físicos, procurando tratamentos como acupuntura, ter uma dieta mais adequada e adotando hábitos de vida mais saudáveis.

Após os 50 anos…  bem aí tudo fica mais complicado e controverso na medicina e a individualização é a chave da questão.

MAS SÓ PARA LEMBRAR que a obesidade, a primeira gestação acima dos 35 anos e o consumo de álcool, aumentam da mesma forma a incidência de câncer de mama que o uso de hormônios para tratar a menopausa.

Dra.  Carmem Helena Snel
CRM 13284
Especialista  pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
Especialista em Acupuntura Médica pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura
Especialização  pela Ulbra em Geriatria