Os fantasmas do inconsciente
O mundo está mudando rapidamente à nossa volta, a população cresce exponencialmente, tudo a uma velocidade de renovação tecnológica sem precedentes, mas “nós”, no fundo (e no cérebro), continuamos sendo um homem das cavernas!

Estamos em constante alerta, a espera de um grande predador prestes a nos atacar, mas diferente dos nossos ancestrais selvagens, os nossos medos nunca se materializam.

É absolutamente normal sentir medo, ele faz parte de um sistema natural de defesa, que surge nas situações mais diversas e imprevistas, mas reais. O maior problema é quando o nosso maior inimigo é o próprio cérebro.

Estamos imersos em uma sociedade moderna, com uma avalanche de novas informações e exigências, onde existe uma pressão para que possamos controlar e dar conta de tudo. O efeito de tudo isso é a alta carga emocional desencadeada por exposição crônica ao estresse.

Com o passar do tempo, é como se uma “marolinha” se tornasse um verdadeiro “tsunami” no cérebro.  A pessoa fica tão sensibilizada que não consegue pensar friamente.

Temos que aprender a lidar com os nossos fantasmas e enfrentar nossos medos, entender que nem toda fumaça indica incêndio.  E que para ter coragem precisa existir o medo.

Mas para isso precisamos aprender a tolerar o tempo e as frustrações de um mundo imperfeito. Temos que deixar a preguiça de lado e enfrentar as questões emocionais que não se traduzem em uma receita de remédios, mas em uma caixa de ferramentas para montar seu próprio repertório.

Em tempos de tantas demandas externas podermos encontrar as respostas dentro de nós mesmos passa a ser uma satisfação.

Dra. Caroline Peter Scherer
CRM 25436