Outubro Rosa, mas Ano Vermelho

Muito se fala e se escreve sobre o mês mundial da conscientização sobre o câncer da mama. Sem dúvida, a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama é muito importante, mas sabiam as leitoras e leitores que a principal causa de mortalidade feminina no Brasil são as doenças cardiovasculares e não o câncer de mama? Poucas pessoas sabem e/ou se dão conta que as doenças como infarto do miocárdio e/ou acidentes vásculo-cerebrais matam mais que o câncer de mama, pois são doenças mais agudas e letais. Ou seja, essas doenças têm menor duração em média e portanto, aparecem menos. Além de menos visíveis externamente, seus tratamentos também o são, na maioria dos casos. Já o câncer de mama gera um apelo emocional maior, pois até poucos anos atrás as cirurgias eram mutiladoras, muitas pacientes precisam quimio e perdem cabelos, há a radioterapia e seus efeitos na pele. É frequentemente observado que políticos usem publicamente apoio aos grupos de pacientes de câncer de mama para fins eleitoreiros e não o fazem ao grupo das pacientes cardíacas ou ao grupo das pacientes com acidentes vasculares- cerebrais, nunca repararam isso, caros leitores? Mas proponho nesse artigo de hoje, tratar e relacionar metaforicamente o coração e o sistema cárdio-vascular à cor vermelha e proponho cuidados ao nosso coração e nossas veias e artérias todos os dias, todos os meses, no ano TODO por isso escrevi no título “ANO VERMELHO”. Conscientizar para a importância da saúde do sistema vascular. Concluindo nesse artigo deixo a seguinte sugestão: em outubro vamos pensar nas mamas, será o mês de cor rosa, mas durante todo o ano, nos demais meses, vamos pensar em vermelho, no coração, no sangue: vamos comer verduras, vamos diminuir as gorduras, vamos nos exercitar, vamos evitar o estresse; nada de fumo, vamos fazer os exames periódicos, vamos lembrar diariamente do nosso coração e da nossa saúde cárdio-vascular!

Dra. Carmem Helena Snel
CRM 13284

Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO
Especialista em Geriatria pela ULBRA
Especialista em Acupuntura Médica pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Fonte: Jornal NH – Caderno Saúde – Segunda-feira, 14 de novembro de 2016.