Perda auditiva em crianças
 Cerca de 20% das crianças com até 5 anos de idade tem dificuldade para ouvir? 
Um quinto das crianças de até 5 anos tem dificuldades para ouvir, de acordo com um estudo realizado em 2013 no Rio de Janeiro com 433 crianças.
Cerca de 20% das crianças em idade pré-escolar – entre 1 e 5 anos – apresentam algum nível de perda auditiva. No grupo que já frequentava a escola – entre 6 e 12 anos -, a incidência de problemas de audição é de 6%. Os dados estão em estudo, feito no Rio, entre outubro de 2010 e março deste ano, que avaliou 433 crianças até 12 anos. O trabalho serve de alerta a pais e médicos.
O resultado mostra que é preciso ter mais cuidado na investigação auditiva em crianças em idade pré-escolar! Acrescentando que a diminuição da capacidade auditiva pode ocorrer por fatores como otites, dores de ouvido, alergias respiratórias, sinusite e rinite crônicas. Além de perfuração de tímpano, caxumba e até pelo uso inadequado do cotonete e/ou corpo estranho no conduto auditivo.
Segundo o trabalho, as perdas nem sempre são totais, e muitas podem ser revertidas se identificadas logo. Alerta-se que o problema pode comprometer o desenvolvimento da criança: – Nesta fase, o pequeno está adquirindo a linguagem. Não ouvir bem acarreta dificuldade na fala, escrita e aprendizado.
Para piorar, como nesta faixa etária a criança ainda não se expressa bem, há dificuldade de perceber que há um problema. Além disso, a forma de diagnóstico mais comum, a audiometria, é mais eficaz nas crianças mais velhas.  Para diagnosticar as perdas auditivas, o primeiro teste é o teste da orelhinha que é feito em recém-nascidos, mas pode ser realizado em qualquer idade.
SINAIS:
Entre as crianças que podem ter problemas de audição, estão as que falam muito alto, precisam ser chamadas muitas vezes antes de atender, as com dificuldade de aprendizado, as inquietas e as que ficam muito com a boca aberta, pois estas podem ter uma adenóide grande que obstruí a “ventilação” da orelha média.
Para ter uma melhor investigação, converse com seu médico pediatra e/ou otorrinolaringologista.
Obs.: este texto tem caráter educativo, afim de alertar as famílias sobre problemas auditivos.
DR. RODRIGO POZZI BEILKE
OTORRINOLARINGOLOGISTA
CREMERS – 31.455