Planos de Saúde – sua real função e utilidade
Conversando com um paciente no consultório, que se apresentou sem plano de saúde, fiz a pergunta óbvia: qual a razão de tal descuido? A resposta foi rápida: são tantos os problemas com planos nos noticiários, que acho não valer a pena pagar por um!

Percebi o quanto somos suscetíveis a interpretações equivocadas e por isto resolvi clarear alguns fatos. Em primeiro lugar considero que a denominação correta deveria ser de Plano de Auxílio às Doenças, pois esta é a verdadeira função destas empresas,  ou seja: intermediar o atendimento do paciente, acelerando o processo de tratamento e diminuir os transtornos econômicos e, conseqüentemente emocionais, que uma doença acarreta a todo núcleo familiar. Certamente muitos não sabem que em geral o valor pago pelo tratamento hospitalar (exames de diagnóstico, medicações, custo hospitalar, materiais de alta tecnologia, tratamentos para-médicos, etc) na média equivale a 20 vezes o valor recebido por cada profissional médico. Ou seja, a medicina atualmente é extremamente cara para quem paga a conta, pela sua evolução tecnológica. Como qualquer empresa que pensa em seu futuro e num padrão de qualidade de atendimento, o fluxo de caixa deve apresentar um saldo positivo, senão esta estará fadada à falência. Exemplo disto é o atual sistema público de saúde.

Devemos ter em mente que a obrigação de atendimento pleno à saúde dos brasileiros é obrigação de Estado e não das empresas privadas, obrigadas pelas agências reguladoras a atender todo tipo de reivindicação dos consumidores, eximindo o verdadeiro responsável.  Mesmo assim continuo convicto da extrema utilidade de se ter um plano de saúde, principalmente com sede na sua cidade, aonde se pode negociar algum possível problema pessoalmente e não à distância. As vantagens são claras e significam a diferença entre a vida com sua saúde econômica preservada ou a falência, ou ainda pior, a morte num corredor de hospital público.
Dr. Kleber Fisch
Presidente da Associação de Medicina de N.H.