Pólipos Uterinos – o que são?

      Pólipos são espessamentos em tecidos do nosso corpo; geralmente são  pediculados e surgem mais na maturidade e em várias partes do corpo, uns locais com maior, outros com menor associação  à maligni-dade.  Pois bem, no aparelho reprodutor feminino, mais precisamente no útero, seja no endométrio (porção interna do útero), como no colo uterino (entrada ), os  pólipos são tumores frequentes, podem ou não ocasionar sintomas, mas felizmente são na sua maioria benignos.
Os pólipos endometriais ocorrem em cerca de 10 % das mulheres após os 40 anos, podendo causar aumento do fluxo menstrual ou sangramento intermenstrual. Quando já na pós menopausa e/ou  pacientes com sobrepeso, causando ou não  sangramentos, são de maior probabilidade de estar associa-dos à malignidade. Mas a grande maioria, mais de 95% desses pólipos endometriais, em todas idades, não têm risco de associação à malignização. O diagnóstico é feito após a suspeição clínica com ecografia; a confirmação e o tratamento, se for benigno, é com histeroscopia.
Os pólipos mais frequentemente diagnosticados no dia a dia do ginecologista especializado em patologia cervical são os pólipos cervicais e endocervicais. Geralmente são observados com o colposcó-pio, um  microscópio que permite analisar detalhes do colo uterino e esses pólipos são mais  comuns nas mulheres entre os 40 e 50 anos;  geralmente  são pediculados, apresentam  alguns milímetros a alguns centímetros de diâmetro, podendo ou não causar sangramentos. Há alguns mais friáveis, com maior pos-sibilidade de sangramentos espontâneos ou na relação sexual, mas apesar de serem  geralmente benignos, é MUITO IMPORTANTE o diagnóstico diferencial  com o câncer de colo uterino, pela alta  frequência des-se na nossa população e por que o colo uterino é como um “tunelzinho escuro“  onde as patologias po-dem estar associadas , escondidas e  “mascaradas”. Além da colposcopia, sempre exames preventivos citopatológicos (exame de Papanicolau) colhidos adequadamente e um acompanhamento da paciente são  necessários. O tratamento é feito no próprio consultório com uma pinça adequada e o material envi-ado ao laboratório para o exame anátomo-patológico. Não é necessária anestesia injetável, no máximo somente um spray anestésico. Cauteriza- se, então, após a retirada do pólipo e praticamente não há res-trições depois do procedimento.
A paciente deve sair bem informada do consultório sobre o diagnóstico, prognóstico e contro-les subsequentes. O fato de que os pólipos uterinos normalmente não serem associados à malignidade é um grande alívio, mas lembrar que não é uma GARANTIA. Controles  periódicos são sempre necessá-rios.
Um  EXCELENTE ANO DE 2016, caro leitor e leitora!

Dra. Carmem Helena Snel
CRM 13284 RS
Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO – Colposcopista
Especialização em Geriatria pela ULBRA
Especialista em Acupuntura Médica pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura