Psicofobia
A Associação Brasileira de Psiquiatria(ABP), está lutando para tornar crime, o preconceito contra pessoas com  sofrimento emocional. Da mesma forma que contra os negros, os homossexuais e as mulheres.
No Brasil, os números do Ministério da Saúde, são de 46 milhões de pessoas (21% da População) que tem problemas emocionais, com algum grau de incapacidade. Ao longo da vida, todos nós, podemos ter problemas de saúde mental, de maior ou menor gravidade. Além do sofrimento causado pelas suas enfermidades, ainda tem que lidar com o preconceito.

Atualmente concursos públicos exigem laudos de saúde mental, planos de saúde tem restrições, carteira de habilitação exige psicotécnico e outros. Como explicar que uma pessoa  que vá fazer o psicotécnico, informa que está em tratamento para depressão e é reprovada. No mês seguinte, faz o exame em outra cidade, sonega esta informação e é aprovada.  Só o preconceito para explicar, pois o teste não  muda.

Todo e qualquer cidadão pode vir a sofrer emocionalmente. Pode ser vítima da violência e ter stress pós-traumático, pode ter pânico, fobia, dependência química, depressão, transtorno bipolar e será tratada como alguém incapaz. Estes indivíduos afetados por problemas mentais, são cidadãos de pleno direito e devem ser integrados na família, na escola, e na comunidade.

É contra o tratamento discriminatório que lutamos. Fala-se muito de inclusão social, mas as pessoas são discriminadas. As doenças não precisam de preconceitos. Precisam de conhecimento, informação e apoio na legislação, para desfazer velhos mitos e a descriminação.

Dr. Andres Kieling – CREMERS 15169
Núcleo de Psiquiatria do Vale do Sinos, filiada a  APRS e ABP