Reposição Hormonal Masculina

O aumento na expectativa de vida e a procura por uma longevidade com mais qualidade tem desencadeado um interesse cada vez maior de homens identificar e tratar as deficiências hormonais que afetam o homem idoso, especialmente no tocante a parte sexual .No entanto nos cabe aqui diferenciar hormônios masculinos, basicamente a testosterona e disfunção erétil que pode acontecer com níveis hormonais normais e decorrentes também da idade , mas de diversas doenças das quais damos maior ênfase para a diabete mélito.

Os termos andropausa e climatério masculino, utilizados com frequência para definir esta situação clínica, são inapropriados e biologicamente incorretos. As alterações no homem idoso são mais definidas como distúrbio androgênico do envelhecimento masculino, pois o decréscimo da produção de testosterona não é um fenômeno isolado, ocorrendo simultaneamente outras alterações fisiológicas.

Não resta dúvidas que a melhor maneira de constatação destas alterações, passam pela consulta com urologista, geriatras e clínicos que através da dosagem laboratorial com uma amostra de sangue pode definir esta situação. Quando dados muito alterados uma nova prova de confirmação se torna importante pois estaremos prestes a instituição de um tratamento medicamentoso.

O objetivo da reposição hormonal é restabelecer os níveis séricos e fisiológicos, dentro dos limites da normalidade de testosterona. A terapia de posição hormonal com a testosterona é a forma mais utilizada no tratamento dos homens com distúrbio androgênico do envelhecimento masculino e tem o objetivo de atenuar os sintomas relacionados com o hipogonadismo, no caso baixa produção de testosterona. A reposição deve seguir certos paramentos com o intuito de respeitar as necessidades biológicas do paciente e a manutenção de concentração fisiológicas de testosterona no sangue, bem diferente que muitos jovens hoje fazem com uso indiscriminado de testosterona para melhorar forma muscular em pouco tempo em academias e medicamentos ilegais que vem do exterior e entram com facilidade no nosso país, correndo vários riscos metabólicos e de doenças cardiovasculares.

Geralmente a terapia de reposição hormonal pode ser realizada por meio de tratamentos de substituição no qual a testosterona é fornecida ao indivíduo em forma de medicação. Existem diferentes formas de reposição de testosterona onde as preparações injetáveis em forma intramuscular são as mais utilizadas, logicamente por recomendação médica e as apresentações em forma de comprimidos pouco usadas devido sua ação tóxica ao fígado, que inclui o risco de desenvolvimento câncer e alteração nos níveis de colesterol.

Raul Cassel
Médico e vereador

Fonte: Jornal NH – Caderno de Saúde – Segunda-feira, 29 de maio de 2017.