Saúde do homem
Estudo recente realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia mostra que 80% das marcações de consulta para homens são realizadas por mulheres. Patologias mais comuns e próprio ao envelhecimento masculino como distúrbios hormonais, dificuldades sexuais e doenças da próstata apresentam significativo impacto negativo na qualidade de vida.
A busca de ajuda em um consultório médico é com freqüência postergada pelos homens ou até mesmo não realizada em virtude de preconceito, vergonha, medo ou mesmo descuido com sua própria saúde.
– Câncer de próstata: é o segundo tumor mais freqüente no homem, sendo só menos freqüente que os tumores de pele. No Brasil há uma incidência aproximada de 400.000 novos casos por ano. A maioria dos tumores iniciais é assintomática. O diagnóstico precoce é realizado através de exames periódicos de sangue (PSA) e exame de toque renal. Estes exames são complementares e um não substitui o outro. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homes com mais de 45 anos e historia familiar positiva ao câncer de próstata e homens acima de 50 anos, sem historia familiar, façam exames periódicos para detecção precoce do câncer de próstata.
– Distúrbio androgênico do envelhecimento masculino: atinge 20 – 30% dos homens após os 40 anos de idade. Irritabilidade, depressão, fadiga e dificuldade de ereção são alguns dos sintomas deste distúrbio. O problema ocorre quando há queda nos índices do hormônio masculino no sangue, a testosterona.
– Ejaculação precoce e dificuldade de ereção: são as duas queixas sexuais mais comuns dos homens. Estudo norte-americano envolvendo homens de 40 – 70 anos residentes na área de Boston mostrou que 52% dos indivíduos avaliados apresentavam disfunção erétil. Os fatores de risco para este distúrbio são aos fatores de risco cardiovasculares: obesidade, sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, síndrome metabólica, etc. A ejaculação precoce, outro distúrbio bastante prevalente, pode acometer até 31% dos homens de 18 – 59 anos causando sério impacto negativo na qualidade de vida de seus portadores.
– Sintomas do trato urinário inferior como aumento da freqüência urinária, alterações no jato de urina, dor ou desconforto ao urinar são progressivamente mais freqüentes após os 40 anos de idade e podem acometer mais da metade dos homens com mais de 60 anos. Estes sintomas podem ser decorrentes não só de aumento prostático (hiperplasia prostática), mas também de distúrbios da bexiga, rins e até mesmo doenças neurológicas.
– Objetivando contribuir com informações atuais, a Sociedade Brasileira de Urologia publicou algumas recomendações preventivas, transcritas abaixo.
Orientações Urológicas Preventivas
• As crianças devem ser avaliadas por um urologista para verificar problemas relacionados à fimose, ao criptoquirdismo (o testículo que não desce da barriga para a bolsa escrotal),  entre outros assuntos.
• Todo pré-adolescente deve consultar o urologista para avaliação genital. Essa consulta poderia diagnosticar  problemas como tumores nos testículos , comum nessa faixa etária.
• A ingestão abundante de água (de seis a oito copos) ao longo do dia deve ser hábito na prevenção de cálculos renais.
• A visita a um urologista a partir dos 40 anos para quem tem casos na família de câncer de próstata, ajuda no diagnostico precoce da doença. Quem não tem casos na família pode começar o check up  anual a partir dos 45 anos.
• Lavar muito bem o pênis com água e sabão após relações sexuais puxando o prepúcio é a prevenção ao câncer de pênis.
• Usar camisinha é uma forma de se prevenir de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).
• A qualquer sinal de disfunção erétil, procure um urologista e não se automedique. A importância, como é popularmente chamada, pode ser conseqüência de outros problemas como cardiopatias (problemas do coração) e diabetes.
• Depressão, falta de desejo sexual, perda de energia, cansaço podem ser sintomas do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), conhecida popularmente como Andropausa. Não há prevenção para o problema, mas é importante aos primeiros sinais procurar um urologista para uma avaliação. O DAEM é mais comum em homens a partir dos 60 anos.
Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia
Dr. Marlon Roberto Fiorentini
CRM 29047 – Urologista