Tabagismo e câncer

O hábito de fumar está relacionado ao surgimento de várias doenças, entre elas o câncer. São muitas as substâncias cancerígenas presentes no tabaco, não somente a nicotina. Muito frequentemente associamos o uso do cigarro ao câncer, mas os riscos são elevados também no uso de charutos, palheiros, cachimbo e no tabagismo passivo (risco ambiental de quem é exposto constantemente ao ambiente com fumantes). O fumo é responsável por cerca de 21% das mortes por câncer no mundo. Aproximadamente um terço de todos os fumantes morre por alguma doença relacionada a este hábito, e adultos perdem cerca de 13 anos de vida em média por este motivo.

Embora o câncer de pulmão seja o mais lembrado quando se pensa em tabagismo (aumenta em 10 a 20 vezes o risco), o fumo também é reconhecido como fator causal para vários outros tipos de câncer, como por exemplo:

Leucemia

Câncer de Cavidade oral

Câncer de Cavidade nasal

Câncer de Nasofaringe

Câncer de Laringe

Câncer de Esôfago

Câncer de Estômago

Câncer de Colo de útero

Câncer de Rim

Câncer de Bexiga

Câncer de Intestino grosso

Como o cigarro causa o processo que leva ao câncer?

O fumo interage liberando carcinógenos (substâncias que causam o câncer) diretamente nos tecidos, causando irritação e inflamação, além de interferir com as barreiras protetoras naturais do corpo.

Parar de fumar é importante? Faz diferença?

Sim, com certeza. Mesmo em tabagistas de longa data, parar de fumar reduz o risco de várias doenças, diminuindo a mortalidade associada a elas.  Os esforços para promover o abandono do cigarro são cruciais, pois os benefícios à saúde iniciam quase que imediatamente. O ideal, entretanto, é prevenir a iniciação ao tabagismo, visto que existe um potencial de adição, ou seja, de vício, muito significativo, dificultando no processo do abandono do hábito. Este processo pode ser realizado individualmente, porém a chance de resultados positivos aumenta se acompanhado de tratamento psicológico e se necessário com a prescrição de medicações ou reposição de nicotina sob forma de adesivos ou chicletes.

Dra Daniela Lessa da Silva
CREMERS 23039

Fonte: Jornal NH – Caderno de Saúde – Segunda-feira, 19 de junho de 2017.