Tabagismo

O tabagismo é a maior causa evitável de mortes precoces no mundo, representando um dos mais graves problemas de saúde, publica dos tempos atuais. Devido à sua toxidade. O total de mortes no mundo decorrentes do tabagismo é, atualmente, cerca de 5 milhões ao ano e, se nada fizemos para modificar este quadro, este numero deverá chegar a 10 milhões de mortes por ano em 2030. No Brasil , são estimadas hoje, cerca de 200 mil mortes por ano em conseqüência do tabagismo.

Este imenso número de mortes associado ao tabaco é maior que a soma do número de mortes provocados pela AIDS, heroína, cocaína, álcool e acidentes de trânsito.

O tabagismo pode ser definido como uma doença epidêmica, pediátrica, crônica e contagiosa.

Conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 100 mil jovens começam a fumar a cada dia no mundo. A grande maioria – 90%, começa a fumar até os 19 anos, sendo a idade média de iniciação aos 15 anos, numa fase de construção da personalidade em que estão suscetíveis a mensagens e exemplos ao seu redor.

Nas propagandas, a imagem de marcas de cigarro é sempre positivamente associada de sofisticação, elegância, virilidade, excitação e atitudes heróicas, exercendo um forte apelo entre os adolescentes. Outros fatores, tais como aceitação pelo grupo de amigos fumantes, pais e ídolos fumantes, também podem corroborar para que o jovem passe a experimentar cigarros, tornando-se, em um futuro próximo, um dependente de nicotina.

Nos dias atuais, a maior parte do tabaco é consumida sob forma de cigarros industrializados. Cada cigarro contém mais de 4000 substâncias tóxicas, fazendo com que o tabaco seja um fator causal de aproximadamente 50 doenças, entre as quais vários tipos de câncer. (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estomago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia); doença do aparelho respiratório e doenças cardiovasculares.

Além dos danosos efeitos para os fumantes, o tabagismo atinge também os não-fumantes que convivem com estes em ambientes fechados, denominados pelas substâncias da fumaça do cigarro alheio, principalmente a que sai livremente da ponta do cigarro acesa, e que se difunde homogeneamente pelo ambiente. A exposição prolongada a esta fumaça aumenta em 30% o risco de um não-fumante desenvolver câncer de pulmão e 24% de ser acometido por um infarto agudo do miocárdio. O panorama não nos deixa duvidas, há muito a ser feito no combate ao tabagismo.

Diga não ao cigarro!

Associação de Medicina de Novo Hamburgo
FONTE: Jornal NH – 03 a 07 de setembro de 2012